Conexão Digital e Consumo
Conexão Digital e
Consumo
O consumidor conectado
Artigo produzido por Ana Júlia e Júlia — Senac Minas-Barbacena, 13/05/2026.
Com o crescimento das redes sociais, os influencers digitais passaram a exercer grande influência sobre os hábitos de consumo da sociedade. Ao promover produtos e estilos de vida idealizados, muitos criadores de conteúdo estimulam o consumismo e a busca constante por padrões impostos pela internet. Nesse cenário, torna-se importante analisar como essa influência afeta o comportamento dos indivíduos, especialmente dos jovens, e quais consequências ela pode gerar para a sociedade.
O poder da influência digital
Os influencers digitais
conquistam a confiança do público ao compartilhar aspectos de sua rotina e
opiniões pessoais nas redes sociais. Essa proximidade faz com que muitos
seguidores enxerguem esses criadores de conteúdo como referências confiáveis, o
que aumenta sua capacidade de influenciar decisões de compra. Além disso,
empresas utilizam essa relação para divulgar produtos de forma mais natural e
persuasiva, tornando o marketing de influência uma das principais estratégias
de consumo da atualidade.
Consumo e comportamento social
A constante exposição a produtos, tendências e estilos de
vida nas redes sociais estimula o desejo de consumo, principalmente entre os
jovens. Muitas vezes, a necessidade de pertencimento social leva indivíduos a
comprarem itens apenas para acompanhar padrões divulgados na internet. Nesse
contexto, o consumo deixa de estar relacionado apenas à necessidade e passa a
representar status, aceitação e reconhecimento social, intensificando
comportamentos consumistas.
Consequências da influência no consumo
Embora os influencers digitais
contribuam para a divulgação de marcas e pequenos empreendedores, a influência
excessiva sobre o consumo também pode gerar consequências negativas. O
incentivo constante às compras pode provocar endividamento, frustração e
ansiedade em pessoas que tentam alcançar padrões muitas vezes inalcançáveis.
Além disso, o consumismo impulsionado pelas redes sociais contribui para o
aumento do desperdício e dos impactos ambientais causados pelo excesso de
produção e descarte de produtos.
“Entre as crianças e os adolescentes que usam internet no
Brasil, 83% têm perfis em plataformas como WhatsApp, Instagram, TikTok e YouTube”(G1, 2024). Nesse
contexto, os dados retratam a realidade vivida atualmente, em que crianças e
adolescentes possuem acesso precoce às redes sociais, o que pode influenciar
seu modo de viver e pensar. Além disso, muitos jovens tornam-se vítimas de
comparações virtuais e da influência constante de criadores de conteúdo
digital, desenvolvendo o desejo contínuo de consumo e de acompanhamento das
tendências, fenômeno conhecido como “FOMO” (“fear of missing out”),
termo bastante utilizado entre os jovens. https://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2024/10/23/83percent-das-criancas-e-adolescentes-que-usam-internet-no-brasil-tem-contas-em-redes-sociais-diz-pesquisa.ghtml
Um modo claro e eficaz de amenizar esse problema seria o
monitoramento dos pais em relação ao uso da internet pelas crianças, bem
como aos conteúdos e plataformas acessados, para evitar situações
constrangedoras e perigosas. Além disso, o uso controlado das redes sociais vai
além da prevenção aos lados obscuros da internet, contribuindo também para o
bem-estar e a saúde mental dos jovens. Dessa forma, controlar o consumo de
conteúdos digitais e substituí-lo por momentos ao ar livre ou pela leitura
torna-se essencial, pois essas atividades podem aumentar a produtividade durante
o dia e diminuir o consumo excessivo de estímulos rápidos proporcionados pelas
redes sociais. Embora essa mudança possa gerar um “desconforto” inicial,
posteriormente ela tende a proporcionar sensação de conforto, gratificação e
uma rotina menos frustrante.
Em vista dos fatos apresentados, percebe-se que o acesso
precoce às redes sociais pode influenciar diretamente o comportamento e o
bem-estar de crianças e adolescentes. Assim, torna-se necessário o incentivo ao
uso consciente da internet, aliado ao acompanhamento dos responsáveis, visando
à construção de hábitos mais saudáveis e equilibrados.

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