O Impacto da Era da Tecnologia nos Jovens: Por que uma Geração Deprimida?
A falsa conexão das redes sociais e o crescimento da ansiedade, solidão e cyberbullying entre adolescentes.
Por: Fábio Soares e João Victor, 15/05/2026.
A tecnologia mudou muito como os jovens se comunicam e se veem no mundo. Redes sociais como Instagram e Facebook os fazem medir seu valor por curtidas e comentários. Isso está ligado a mais ansiedade, depressão e isolamento. Um caso triste foi o de um adolescente de 16 anos que tirou a própria vida após ser atacado na internet. Isso mostra que a internet, que deveria conectar as pessoas, também pode ser um lugar de muito sofrimento.
Na chamada “era digital” há seus pontos positivos, mas também uma comparação constante. Os jovens podem se comparar com perfis de redes sociais, onde vidas bonitas são apresentadas. O problema não é apenas o conteúdo e sim está na forma como eles o digerem: de maneira incessante e passiva. Isso filtra como eles veem a própria identidade. Em vez de crescerem por dentro, eles aguardam validação externa. Sem isso, há rejeição; Sem curtidas, não há aceitação. É um tipo de ciclo vicioso.
Outro ponto a ser mencionado é o tempo que passam nas redes. As pessoas ficam conectadas por várias horas, sem conseguir desfrutar nem mesmo do tempo em família e das atividades físicas. Isso destrói os relacionamentos sociais e aumenta a solidão. Outro mecanismo destrutivo é a violência na internet. A vítima sofre uma violência real do público devido ao cyberbullying. Palavras ofensivas e ataques verbais exercem pressão psicológica, difícil de suportar. Isso é exemplificado pelo caso de um jovem de 16 anos.
A repetição dos ataques e a incapacidade de “desligar” da agressão causam ainda mais dor. Diferentemente do bullying tradicional, o cyberbullying invade a vida pessoal das vítimas em suas próprias casas.
E também há a normalização da violência online. Comentários hostis são agrupados sob “opinião” e discurso de ódio é confundido com liberdade de expressão. Isso faz você sentir como se a violência não tivesse efeitos duradouros. Também é relevante para esse tema a ligação entre as redes sociais e o consumo. São vendidos produtos, estilos de vida e padrões emocionais.
A felicidade tem a ver com a imagem, não com a experiência. Isso gera frustração crônica, ansiedade e sensação de inadequação. Cumulativamente, esses fatores associados aos aspectos psicológicos podem chegar ao ponto mais alto em um transtorno mental. O uso não adequado das redes sociais está associado à ansiedade generalizada, à depressão e a comportamentos autodestrutivos.
A conversa sobre saúde mental e tecnologia é necessária. É insuficiente restringir a quantidade de tempo despendida em telas; é essencial alimentar e orientar a capacidade dos jovens de ler, filtrar conteúdos e contestar ideias. A educação digital precisa incluir aspectos emocionais e sociais.
Com isso, a resposta está nas Famílias, Escolas e Amigos, que são fundamentais para o senso crítico do jovem na sociedade. Ferramentas de denúncia, moderação de conteúdo e políticas contra os discursos de ódio também são de suma importância, mas as vezes insuficientes.
Voltando no caso do jovem Lucas Santos, isso não pode ser reduzido apenas a um número. Trata-se do extremo de um sistema que tem implicações para milhões de jovens. No que diz respeito à tecnologia influenciando o comportamento, repensar sua aplicação já não é uma opção — mas uma exigência. E talvez o maior desafio para uma geração conectada seja aprender a se desconectar daquilo que os fazem mal, para salvar o que ainda possa ser salvo.
REFERÊNCIA: https://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/2022/04/01/instituto-lucas-santos-e-criado-para-ajudar-adolescentes-vitimas-de-cyberbullying-em-natal.ghtml
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